O poder da iluminação e a arquitetura

Iluminação

A luz tem um papel fundamental na vida humana. Com ela o homem é capaz de regular os ciclos de sua vida, compreender o mundo ao seu redor e estabelecer padrões de comportamento. Ele vive em função das informações que recebe. Todos os dias somos impactados por um processo de ver, decodificar essas informações, compreender e reagir ao que fomos expostos. A iluminação exerce um papel central nas relações humanas. E isso é foco de estudo e atuação da arquitetura.

Quando um ambiente está sendo projetado, um fator fundamental é a disposição da iluminação. Intensidade, padrão de cores, ângulos de incidência entre outros critérios. Tudo tem que ser pensado, pois cada elemento causa uma reação nas pessoas.

Ver como uma experiência subjetiva

O ato de ver não é apenas algo objetivo. Quando olhamos, atribuímos sentido para o que estamos expostos. Julgamos e moldamos nosso comportamento de acordo com o que entendemos.

Por exemplo: vejo uma cadeira e sei que ali está esse objeto. Além disso, busco atribuir sentido ao que estou vendo. O que significa isso para mim? Isso pode ser útil? Pode me fazer bem?

Ou seja, além do que é visto, também é importante considerar o que é compreendido. Qual reação é gerada em quem está vendo.

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A percepção da luz gera alterações comportamentais e de humor, o que leva a uma análise sobre o espaço físico e uma avaliação dos atributos do ambiente. Isso gerará atração ou repulsa, dependendo de suas características, sua finalidade e perfis dos indivíduos.

É importante lembrar que caso haja sensação de conforto e bem estar, essa percepção fará com que a pessoa queira permanecer no local. E isso impactará suas escolhas futuras.

Vivendo em iluminação natural e artificial

Existe uma atenção especial para os impactos das relações existentes entre claro e escuro na arquitetura. Essa exposição do ser humano a iluminação natural e artificial altera processos bioquímicos em especial com relação à:

  • Melatonina: ‘hormônio do escuro’, responsável pelos ciclos de um dia, regula especialmente o relógio biológico. Períodos de sono e de atenção;
  • Cortisol: hormônio do controle do estresse, processos inflamatórios e sistema imunológicos;
  • Adrenalina: hormônio responsável pela reação ao estresse e à excitação. Dispara a reação luta ou fuga.

É possível realizar mudanças nesses hormônios com a exposição a determinadas formas de iluminação.

luz ambienteUm projeto de arquitetura com foco em conforto e segurança, por exemplo, busca interferir nas relações de produção de melatonina e na redução do cortisol e adrenalina. Alterações hormonais moldam emoções e comportamento.

Podemos pensar também em lugares de alimentação fora de casa. Uma baixa iluminação, com cores com temperatura baixa, transmite uma sensação intimista e vontade de permanência. Assim acontece com restaurantes à la carte. No caso de restaurantes fast-food, onde é importante que as refeições sejam rápidas, é usada iluminação alta com cores quentes.

Nas relações humanas, tudo conta. Oferecer uma iluminação adequada, mesclando luz natural e artificial, para conduzir as emoções e os comportamentos dos visitantes, é fundamental na hora de fazer o projeto arquitetônico. E a realização dessa missão tem que estar nas mãos de um profissional de arquitetura qualificado e experiência.

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